Restaking tornou-se a narrativa dominante do cripto em 2025: bilhões em ETH, SOL e BTC já garantem múltiplas redes simultaneamente. Avaliamos os cinco melhores protocolos — EigenLayer, Symbiotic, Karak, Jito e Babylon — para ajudar a escolher onde alocar capital com eficiência e segurança.
Líder absoluto com ~$17–19B em TVL, 162+ AVSs e parcerias institucionais como Coinbase e Google Cloud. A profundidade de liquidez e o ecossistema de LRTs (Etherfi, Renzo, Kelp DAO) criam um fosso competitivo difícil de replicar.
Primeiro protocolo permissionless com full slashing que aceita qualquer ERC-20 como colateral. Contratos imutáveis eliminam risco de upgrade malicioso. Ideal para quem quer customização total do perfil de risco.
Aceita BTC via WBTC, stablecoins e LP tokens como colateral, operando em Ethereum, Arbitrum, Optimism, Mantle e BSC. A melhor opção para quem tem posições diversificadas além de ETH puro.
Restaking é, em essência, a arte de fazer o mesmo ativo trabalhar duas vezes. Você faz stake de ETH numa rede Proof-of-Stake, recebe um Liquid Staking Token (LST) que representa esse stake, e depois deposita esse LST num protocolo de restaking para garantir redes adicionais — rollups, oracles, bridges — ganhando yield extra sem precisar mover o ativo original13. O resultado é um token de restaking líquido (LRT) que pode, por sua vez, ser usado em DeFi, criando uma camada de composabilidade sobre composabilidade.
Em 2025, esta categoria explodiu. Mais de $5 bilhões em Bitcoin já estão em protocolos de restaking5, EigenLayer mantém aproximadamente $17–19 bilhões em TVL com cerca de 75% de participação de mercado2, e a Solana construiu o seu próprio ecossistema de restaking liderado pelo Jito6. A promessa é sedutora: eficiência de capital máxima — o mesmo ativo segura múltiplas redes e gera yield composto.
Mas há um trade-off real. Cada camada de restaking empilha riscos: slashing em cascata (se um validador falhar em múltiplas redes simultaneamente), vulnerabilidades de smart contract, e o risco de depeg de LRTs3. A diligência não é opcional.
> Recomate testa, cita e faz a chamada. Estas são as coisas realmente vale a pena comprar — ou, neste caso, onde vale a pena alocar.
Avaliamos cinco protocolos que representam o estado da arte do restaking em 2025, cobrindo três ecossistemas distintos: Ethereum (EigenLayer, Symbiotic, Karak), Solana (Jito) e Bitcoin (Babylon). Os critérios:
EigenLayer é o pioneiro e líder absoluto. Com aproximadamente $17–19 bilhões em TVL e cerca de 75% do mercado de restaking, é a escolha padrão para quem quer yield extra sobre ETH2. O protocolo suporta 162+ Actively Validated Services (AVSs) e conta com mais de 1.500 operadores2, além de parcerias institucionais de peso como Coinbase e Google Cloud2.
O modelo é simples e poderoso: você deposita LSTs (como stETH ou cbETH) no EigenLayer, que os redistribui para AVSs que precisam de segurança econômica. Em troca, recebe yield adicional sobre o stake original. A liquidez é garantida por LRTs emitidos por protocolos como Etherfi, Renzo e Kelp DAO, que tokenizam a posição de restaking e permitem que ela circule em DeFi13.
Veredito: Se você tem ETH e quer restaking, começa aqui. A profundidade de liquidez, o número de AVSs e as parcerias institucionais criam um fosso competitivo difícil de replicar.
Lançado em janeiro de 2025, a Symbiotic posicionou-se como a alternativa modular e permissionless ao EigenLayer2. Com ~$1.7 bilhão em TVL, a grande diferencial é aceitar qualquer ERC-20 como colateral — não apenas LSTs de ETH — e oferecer contratos imutáveis que não podem ser atualizados após o deploy2.
A Symbiotic foi o primeiro protocolo a oferecer restaking permissionless com slashing completo, permitindo que qualquer projeto crie o seu próprio sistema de segurança econômica sem precisar de aprovação centralizada2. Isto abre portas para casos de uso que o EigenLayer, mais conservador, ainda não atende.
Veredito: Para quem quer flexibilidade máxima e customização de risco — aceitar colateral alternativo, definir parâmetros de slashing próprios — a Symbiotic é a escolha mais modular do mercado.
Karak leva o conceito de restaking para além do ETH puro. Com ~$740–826 milhões em TVL, o protocolo aceita múltiplos ativos como colateral: BTC via WBTC, stablecoins e LP tokens2. É também multi-chain, operando em Ethereum, Arbitrum, Optimism, Mantle e BSC2.
Esta abordagem multi-asset faz do Karak a melhor opção para investidores que já têm posições diversificadas e querem gerar yield extra sem converter tudo para ETH. O suporte a LP tokens é particularmente interessante — permite restake de posições de liquidez que já geram fees, criando uma camada adicional de rendimento.
Veredito: Se o seu portfólio não é só ETH, o Karak é o protocolo que melhor acomoda diversificação. O trade-off é um TVL menor e um ecossistema de AVSs menos maduro que o EigenLayer.
A Solana não ficou de fora. O Jito construiu o principal protocolo de restaking da rede, suportando Node Consensus Networks (NCNs) com um modelo multi-asset que aceita qualquer token SPL4. Os ativos em stake são tokenizados como Vault Receipt Tokens (VRTs), que funcionam de forma análoga aos LRTs no Ethereum — proporcionando liquidez e composabilidade4.
Em maio de 2024, o Jito tornou-se o maior protocolo DeFi da Solana, com $1.5 bilhão em TVL6. O ecossistema de restaking da Solana em 2025 inclui ainda Solayer, Renzo Protocol, Picasso Network e Cambrian6, mas o Jito mantém a liderança.
As condições de slashing são customizáveis, permitindo que cada NCN defina as suas próprias regras de penalização4. Os usuários podem participar na segurança de múltiplas redes simultaneamente para obter recompensas mais altas4.
Veredito: Se você está no ecossistema Solana e quer yield extra sobre SOL, o Jito é a porta de entrada. É o protocolo mais maduro e líquido da rede para restaking.
Babylon é, sem dúvida, a inovação mais fascinante desta lista. Permite restaking de Bitcoin nativo sem wrapping — sem bridges, sem custódia terceirizada, sem renunciar à auto-custódia5. Isto é possível graças ao uso de Bitcoin Script combinado com slashing via EOTS (Extractable One-Time Signatures) baseado em Schnorr/Taproot5.
Com ~$4–5.6 bilhões em BTC staked e mais de 250 Finality Providers, a Babylon é a líder absoluta do BTCFi5. A Babylon Genesis chain foi lançada em abril de 2025, com o token BABY governando o ecossistema5. O yield base do staking varia entre 1–3% APY em BTC5 — modesto comparado ao Ethereum, mas significativo para um ativo que historicamente não gera rendimento nativo.
O Lombard, com o seu token LBTC, fornece a camada de staking líquido que estende o BTC para mais de 20 chains5, criando o equivalente a um LRT para Bitcoin.
Veredito: Para quem quer yield sobre BTC mantendo auto-custódia, a Babylon abriu uma categoria totalmente nova. O risco é que a tecnologia de slashing via Bitcoin Script é experimental e ainda não testada em condições de stress extremo.
| Protocolo | Ativo base | TVL aproximada | Slashing | Liquidez (LRT/VRT) |
|---|---|---|---|---|
| EigenLayer | ETH (LSTs) | ~$17–19B | Nativo ETH | LRTs (Etherfi, Renzo, Kelp) |
| Symbiotic | Qualquer ERC-20 | ~$1.7B | Full slashing permissionless | LRTs emergentes |
| Karak | Multi-asset (BTC, stablecoins, LPs) | ~$740–826M | Customizável | LRTs limitados |
| Jito | SOL (qualquer SPL) | ~$1.5B | Customizável por NCN | VRTs líquidos |
| Babylon | BTC nativo | ~$4–5.6B | EOTS (Schnorr/Taproot) | LBTC (Lombard) |
Restaking maximiza eficiência de capital, mas cada camada adiciona risco cumulativo:
A nossa recomendação: diversifique entre ecossistemas. Não concentre todo o capital num único protocolo. A combinação de EigenLayer para ETH, Jito para SOL e Babylon para BTC oferece exposição aos três maiores ecossistemas com perfis de risco distintos.
A Recomate pode receber compensação quando os leitores interagem com links de protocolos parceiros. Isto não influencia as nossas recomendações — os protocolos são avaliados pelos mesmos critérios, independentemente de parcerias comerciais. As informações neste artigo não constituem aconselhamento financeiro; restaking envolve riscos significativos e você deve fazer a sua própria diligência antes de alocar capital.
| Escolha | Preço | Ativo base | TVL aproximada | Slashing | |
|---|---|---|---|---|---|
EigenLayer ▶ Escolha | — | ETH (LSTs) | ~$17–19B | Nativo ETH | Ver preço ↗ |
Symbiotic flexibilidade máxima e contratos imutáveis | — | Qualquer ERC-20 | ~$1.7B | Full slashing permissionless | Ver preço ↗ |
Karak multi-asset e multi-chain para portfólios diversificados | — | Multi-asset (BTC, stablecoins, LPs) | ~$740–826M | Customizável | Ver preço ↗ |
Jito a porta de entrada para restaking de sol | — | SOL (qualquer SPL) | ~$1.5B | Customizável por NCN | Ver preço ↗ |
Babylon restaking nativo de btc sem wrapping | — | BTC nativo | ~$4–5.6B | EOTS (Schnorr/Taproot) | Ver preço ↗ |
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